COMO LIDAR COM QUESTÕES DE SAÚDE MENTAL NO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO?
A assessoria de equidade, pertencimento e ações afirmativas da Diretoria da Escola Paulista de Medicina foi recentemente criada para colaborar com as outras instâncias institucionais com ações que assegurem a efetivação das políticas afirmativas, equidade, acessibilidade, diversidade, inclusão e de cuidado em saúde mental.
Segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, segundo a qual, 15% dos estudantes de nível superior apresentam algum quadro depressivo. Estudos realizados pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), apontou que 41% dos estudantes de medicina brasileiros sofrem do mesmo mal e outro apontou que 1 em cada três alunos de pós-graduação sentem-se deprimidos ou ansiosos.
No campus São Paulo da UNIFESP, os dados da Comissão de estudos do perfil do estudante de Graduação da UNIFESP do ano de 2022, 6,7% relatam pensamento suicida e 20,1% tristeza persistente e cerca de 20% utilizam medicações para tratamento da saúde mental.
Atualmente os atendimentos psicológicos disponíveis no campus São Paulo não comportam a demanda estudantil e de servidores.
Diante desse cenário, a assessoria de equidade, pertencimento e ações afirmativas da Diretoria da Escola Paulista de Medicina propõe um projeto em parceria com a LEC (laboratório de escuta e convivência) que propõe a criação de Brigadas de Saúde Mental.
As ações tradicionais relacionadas a Saúde Mental costumam focar no sintoma, logo faz-se necessário o atendimento de um especialista. Neste projeto, o sofrimento humano é que está em foco. Entre o sofrimento e o sintoma há a oportunidade para ações de cuidado que podem ser realizadas pelas pessoas da própria comunidade. O cuidado é, portanto, democratizado através de uma rede de escutadores voluntários. Busca-se uma partilha dos afetos como uma terapia coletiva ao alcance de todos, além de poder promover a desmistificação das questões de saúde mental na medida que se pode reconhecer que o sofrimento é algo comum a todos. Este projeto não pretende substituir as iniciativas de apoio psicológico especializadas e sim formar uma rede multidisciplinar de cuidados com o objetivo de diminuir essas demandas ou reconhecer precocemente aquelas que as necessitam. Sintomas precisam necessariamente ser cuidados clinicamente por profissionais em saúde mental.
O sofrimento é anterior ao sintoma, comum a todos nós, e pode, ou não, evoluir para um sintoma. É neste espaço, entre o sofrimento e o sintoma, que atuam os escutadores voluntários, contribuindo para o acolhimento e possível diminuição do sofrimento.
Quem pode participar?
Toda a comunidade universitária poderá participar do projeto.
Cada turma terá uma capacitação inicial sobre escuta ativa, comunicação não violenta, sofrimento, acolhimento, saúde mental, sensibilização e dinâmicas, assim como, práticas de escuta e de visão transformativa do conflito. Todos capacitados à ESCUTA receberão um bottom para identificação.
Espera-se que o grupo de Escutadores seja capaz de nomear, identificar, qualificar e ajudar quem lhes procura a tornar os conflitos intra e interpessoais, comunitários e institucionais produtivos e transformadores e que desenvolvam competências relacionadas a escuta, empatia e compaixão, que contribuirão para gerar a confiança necessária para que as pessoas exponham suas dores e questões.
Desde 2025, temos oferecido a Disciplina Eletiva
Quem é a Equipe Externa de Capacitação
A LEC é composta pelos seguintes profissionais:
Cláudio Thebas: Educador, Pós Graduado em Pedagogia da Cooperação, escritor, palhaço, palestrante e publicitário, é especialista em questões essenciais do relacionamento, como construção da sensação de Pertencimento, da confiança, e da Escuta. É co-fundador das Forças Amadas, grupo especializado em atuar na reconstrução humana de moradores de regiões que passaram por algum tipo de catástrofe, como em Teresópolis RJ, destruída pelas chuvas de 2011.Thebas é um colecionador de prêmios e de números expressivos em sua carreira. Seus livros, com foco em relacionamento e convivência, já venderam mais de um milhão exemplares em 4 países. Sua websérie FALA QUE EU NÃO TE ESCUTO tornou-se um fenômeno na internet com mais de 1.500.000 acessos no Youtube. Sua vasta experiência na condução dos mais variados grupos e plateias, somada a bagagem acumulada em 20 anos de trabalhos relacionais, o levaram a ser hoje um dos mais modernos e antenados palestrantes da atualidade. Foi palestrante no TEDx Jardim Botânico/RJ e mestre de cerimônias do TEDX Vilamadá, e TEDX Fmusp. Suas conferências se destacam por unir diversão e conteúdo de forma profunda e surpreendente e já foram assistidas por mais de 800.000 pessoas em todo Brasil.
Pedro Limeira: graduado em Economia, trabalhou em consultoria de gerenciamento, onde aprendeu a estruturar e implementar sistemas e processos para grandes empresas. Tornou-se Facilitador Social no Germinar, pesquisa a Comunicação Não-Violenta e é coach ontológico formado pela Newfield Network Chile. Hoje, mistura o pragmatismo de práticas de gestão com a escuta e cuidado do diálogo para colaborar com resultados mais efetivos para questões individuais e organizacionais.
Roberto Martini: Consultor especializado na focalização de Metodologias Colaborativas e no desenvolvimento de Projetos de Cooperação no contexto Organizacional; Educacional e Comunitário. Facilitou processos de grupos em empresas utilizando metodologias como: Pedagogia da Cooperação; Jogos Cooperativos; World Café; Open Space e Danças Circulares. Atua também na Coordenação de projetos Educacionais voltados a Cultura de Paz e Valores Humanos. Em sua trajetória como consultor do Projeto Cooperação–Ltda desenvolveu projetos em instituições como: HSM – Consultoria; Claro; Volkswagen; Johnson & Johnson; SESC; SESI; SENAC; Federação das Indústrias do Paraná; SICRED; Banco do Brasil; SESCOOP; UNIPAZ (DF; Paraná e Santos); Mestre em Psicologia da Educação (PUC-SP); Pós-Graduado em Psicomotricidade e Graduação em Educação Física. Mediador de Conflitos com especialização em Comunicação Não Violenta, também tem experiência como docente em diferentes cursos de Pós-Graduação no Brasil abordando a temática da Cooperação. Temas ligados a Metodologias Colaborativas despertam seu interesse
Se você tem interesse em se tornar um escutador, por favor, mande mensagem inbox.