Assessoria de Equidade, Pertencimento e Ações Afirmativas
Assessoria de Equidade, Pertencimento e Ações Afirmativas
A Assessoria de Equidade, Pertencimento e Ações Afirmativas surgiu diante do reconhecimento da necessidade do desenvolvimento e implementação de políticas institucionais de equidade étnico-racias, de gênero e sócio-culturais e ações afirmativas.
Os programas de ações afirmativas se caracterizam por ações de correção de desigualdades sociais e formas de efetivação de direitos de equidade e inclusão.
As ações afirmativas são ferramentas poderosas para a construção de uma sociedade mais equitativa. Elas visam eliminar barreiras estruturais que impedem que indivíduos de grupos marginalizados tenham as mesmas oportunidades que aqueles pertencentes a grupos mais privilegiados. Embora enfrentem desafios e críticas, continuam sendo um componente essencial das estratégias de inclusão e justiça social em muitas partes do mundo.
"Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado e/ou pela iniciativa privada, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidade e tratamento, bem como compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, por motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros".
(Ministério da Justiça, 1996, GTI População Negra).
As ações afirmativas têm sido eficazes na promoção de maior inclusão social e no aumento da representação de grupos marginalizados em áreas como a educação e o mercado de trabalho. Elas permitiram que pessoas de baixa renda e etnias historicamente excluídas tivessem mais oportunidades de acesso a espaços e recursos, o que, por sua vez, pode levar a uma maior mobilidade social e redução da desigualdade.
Reconhecendo também que estamos vivenciando uma “pandemia de saúde mental” (Academia Americana de Psicologia, 2021) é emergencial o desenvolvimento de ações de cuidado em saúde mental.
Profa. Samantha Mucci
Psicóloga, Professora Adjunta da Disciplina de Psicologia Médica e Psicoterapia do Departamento de Psiquiatria
http://lattes.cnpq.br/2988710010245249
Profa Mila Torii Corrêa Leite
Cirurgiã Pediátrica, Professora Adjunta da Disciplina de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia
http://lattes.cnpq.br/8864053153199325
Prof Carlos Francisco dos Santos Jr
Comunicador Social, Professor Afiliado do Departamento de Ginecologia
http://lattes.cnpq.br/4654790367926039
As ações afirmativas são justificadas com base no princípio da equidade, que vai além da igualdade formal (tratamento igual para todos) e reconhece que pessoas de grupos historicamente marginalizados precisam de tratamento diferenciado para alcançar um patamar de igualdade real. Essa lógica está presente em diversos tratados internacionais de direitos humanos e na legislação de muitos países.
No Brasil, por exemplo, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 3º, prevê como objetivo fundamental da República "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". As políticas de cotas raciais e sociais, implementadas em universidades e no serviço público, são exemplos práticos dessas iniciativas.
O principal objetivo das ações afirmativas é corrigir desigualdades históricas e promover a igualdade de oportunidades, garantindo que pessoas de grupos desfavorecidos tenham acesso a recursos e espaços sociais dos quais tradicionalmente foram excluídas. Isso inclui, por exemplo, pessoas negras, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIA+, entre outros grupos.
Constituir uma instância para assessoria e implementações de ações que assegurem a efetivação das ações de equidade e acessibilidade, ações afirmativas e ações de cuidado em saúde mental.
Colocar temas relacionados a inclusão e pertencimento em evidência tanto quanto o ensino, a pesquisa e a extensão para toda a comunidade EPM (discentes, TAEs, docentes e preceptores).
Desenvolver estratégias pautadas no fomento de reflexões e promoção de ações que visem potencializar, fortalecer e promover integração, construção de vínculos significativos, convivência e bem-estar garantindo igualdade de oportunidades e tratamento entre as pessoas pertencentes a comunidade EPM.
Desenvolver projetos de cuidado em saúde mental
Colaborar e desenvolver ações em parceria com os Centros Acadêmicos, Atléticas, AMEREPAN, AREMULTI, NAE, NAI e com a PRAEPA
Oferecer Encontros, Workshops e cursos para equipe de discentes, docentes, preceptores e Taes, propiciando espaço de diálogo e reflexão.
Viabilizar espaços de convivência e fortalecimento dos vínculos promovendo ações de integração para a comunidade EPM.
Identificar situações de conflito e estruturas produtoras de sofrimento emocional e intervir preventivamente.
Propor e gerenciar ações e políticas relativas à diversidade, à inclusão, à acessibilidade e ao cuidado em saúde mental.
Acolher e tomar medidas construtivas diante de situações de violação de desrespeito aos direitos da vida das pessoas.
Desenvolver ações que promovam transformações no ambiente Universitário
Auxiliar a implementação de reservas de vagas para pessoas Pretas, Pardas e Indígenas, pessoas com deficiência e pessoas transexuais na graduação e pós-graduação da EPM.
Implementar e consolidar o projeto ESCUTA EPM